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dez

Consequências das Fake News

Fake News significa notícias falsas e têm sido muito difundidas atualmente. Entretanto, divulgar notícias inverídicas, seja presencialmente e principalmente na internet, podem trazer transtornos, sendo passíveis até de processo por calúnia e difamação.

As fake news têm aparência de serem verdadeiras e são espalhadas nas redes sociais  ou qualquer outro meio de divulgação sem o menor cuidado em saber se tal informação condiz com a realidade.

É de suma importância que sempre se verifiquem as fontes, que haja uma pesquisa prévia sobre a matéria, dentre outros meios que confirme ser a informação verdadeira para não acabar tendo prejuízos civis e criminais pela propagação da mesma.

Não é apenas quem cria a fake news que pode ser punido judicialmente, mas também aquele que propaga, seja com indenização por danos morais seja responder criminalmente nos denominados crimes contra a honra (calúnia, injúria ou difamação).

Uma notícia falsa pode literalmente matar uma pessoa.

Há alguns anos divulgou-se que uma mulher estava roubando crianças no centro-oeste. Em uma cidade do interior acharam uma mulher com as características dadas e ela foi espancada até a morte, tudo por conta de uma notícia falsa. Não havia ninguém roubando crianças, mas foi suficiente para que uma inocente pagasse.


Teor mais difundido e quem mais é afetado pela Fake News

Pesquisas mostram que, no Brasil, cerca de 96% das informações falsas são disseminadas por meio do aplicativo de compartilhamento de mensagens WhatsApp. Segundo o Relatório de Segurança Digital de 2018, elaborado startup de segurança Psafe, os três principais assuntos que são alvos de notícias falsas são: política, saúde e dinheiro fácil.

Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra que as fake news se espalham com uma rapidez 70% maior que as notícias verdadeiras, e atingem um público até 100 vezes maior. Embora os robôs virtuais exerçam um grande papel disseminando essas notícias, os humanos são os principais responsáveis pela propagação. De acordo com estudos da Universidade de Nova York e Princeton, nos EUA, quem mais dissemina fake news são os idosos, por volta dos 65 anos.